sábado, 17 de agosto de 2013

Somos Tão Jovens

Somos Tão Jovens é um filme sobre a juventude de Renato Russo e a cena do rock na Brasília dos anos 80. Nós duas assistimos e vamos fazer uma resenha conjunta sobre ele. Mas antes, um pouco sobre o filme.
Na Brasília do começo dos anos 70, Renato Manfredini Júnior é um adolescente que não é muito popular na escola. Depois de um acidente de bicicleta, ele descobre que tem uma doença que o obriga a operar a perna, o que o leva a ficar preso a cama durante meses. É então que ele devora livros sem parar e toma gosto pela música, principalmente o punk britânico. É também nessa época que ele escreve suas primeiras músicas.
Já recuperado, ele faz amizade com outras pessoas que também se interessam pelo punk. Essas pessoas ficaram conhecidas na história da música brasileira, como Turma da Colina (referência a um condomínio de prédios que tinha esse nome e onde eles se encontravam frequentemente). Juntos, eles bebiam muito, se drogavam, iam a festas, acampavam, faziam fogueiras e escutavam punk. Basicamente, eles só faziam o que era mal visto pela ditadura.
Foi assim que Renato conheceu Fê Lemos, um apaixonado por Sex Pistols como ele. Ao encontrar André Pretorius na rua e constatar que ele parecia com Sid Vicious (vocalista do Sex Pistols), os três se juntaram e criaram o Aborto Elétrico, primeira banda de Renato. Depois de apenas um show, André teve que voltar a África do Sul (ele era africano e morava no Brasil, pois seu pai era embaixador) para servir no exército e o irmão de Fê, Flávio, entrou em seu lugar.
Renato acabou saindo da banda e algum tempo depois a banda acabou. Nesse meio tempo, Renato passou a se apresentar sozinho, como o Trovador Solitário, com um som mais acústico, mas não fazia muito sucesso com o público. Eventualmente, ele conheceu Marcelo Bonfá e formou uma banda com ele. Depois de um tempo sem um baixista fixo, eles acharam Dado Villa-Lobos, que ficou no posto. E assim nascia a Legião Urbana.
Renato Russo é interpretado por Thiago Mendonça e eles são IDÊNTICOStirando os olhos claros. O ator que faz Dinho Ouro Preto, Ibsen Perucci, também se parece muito com ele. O filho de Dado Villa-Lobos foi quem o interpretou no filme e eles parecem a mesma pessoa! Herbert Vianna não aparece muito no filme, mas o ator que o representou, Edu Moraes, conseguiu fazer a voz ficar idêntica ao do verdadeiro Herbert! Agora sim, vamos à resenha!
Mariana
Somos Tão Jovens me surpreendeu de várias maneiras. Primeiro pelo retrato de Renato Russo. Eu não imaginava que ele fosse uma pessoa tão difícil de lidar, chegando a ser inconveniente. Não sei qual imagem eu fazia dele, mas certamente não era a que o filme me apresentou.
Outro ponto que me surpreendeu foi o fato da Legião Urbana não ser o ponto principal do filme, e sim o próprio Renato. Somos Tão Jovens é um filme sobre ele. Como ele se relacionava com a música e com outras pessoas. Logo, as bandas que ele formou durante sua carreira eram apenas desdobramentos disso. Como o filme abordou mais o começo do interesse dele pelo punk, o Aborto Elétrico teve mais destaque, pois foi influenciado diretamente por esse estilo musical. Gostei da transição dessa banda para a Legião, que acompanhou o amadurecimento do Renato.
Algo que me incomodou foi o final. Aviso aos navegantes: o filme não retrata a ascensão meteórica da Legião. Pelo contrário, só vai até o primeiro show da banda no Rio. Eu não sabia disso antes de ver o filme, então senti como se tivesse acabado de repente, como se estivesse faltando um pedaço, mesmo que todos nós saibamos como tudo acabou.
Thiago Mendonça conseguiu me ganhar. Além de ser parecido com Renato fisicamente, ele também conseguiu copiar o jeito e trejeitos do cantor. Só achei que no começo ele parecia um pouco caricato, como se querendo convencer o público de que estudou pro papel e que sabia da responsabilidade de interpretar alguém tão importante.
Outra coisa que me incomodou foi a escolha das músicas. Entendo que elas foram apresentadas cronologicamente, o que é certo. Mas poxa, Pais e Filhos não era pedir demais né, mesmo que fosse apenas uma música de fundo. Claro que eu também queria Angra dos Reis (minha favorita), mas já sabia que seria difícil. Enfim, eu gostei do filme, mesmo com seus altos e baixos. Assistam!
Natália
Primeiro eu tenho que admitir que não sabia muito da vida do Renato Russo e que não sou grande conhecedora de suas músicas.  Sempre adorei as letras de suas músicas então quando descobri que ia ter o filme eu fiquei super curiosa! Esperava um pouco mais do filme porque achei que ia contar a história da vida dele toda, mas só vai até o primeiro show da Legião Urbana no Rio. Adorei saber as histórias por trás de algumas músicas e fiquei totalmente surpresa com o quanto ele era rebelde!
Achei a escolha do elenco fantástica, começando pelo Thiago Mendonça que conseguiu retratar as expressões do cantor muito bem além de ser muito parecido com ele e o ator Ibsen Perucci que interpreta o Dinho Ouro Preto, que na primeira cena que ele apareceu eu já consegui identificar quem era por conseguir mostrar os jeitos do cantor logo no início. Concordo com a Mariana e não custava nada mostrar Pais e Filhos no filme, que é a minha música preferida dele. Foi uma surpresa pra mim o filme ter acabado tão rápido, mas o final é bonito e achei uma bela homenagem ao cantor. Vale a pena assistir!

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